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Quando surge uma oportunidade promissora numa cidade à beira da transformação, Matteo DiVeronesi vê o que os outros não veem: escala, timing, visão e a possibilidade de construir algo real. O que começa como um empreendimento sério cedo se transforma em algo mais sombrio - uma autópsia de parcerias desalinhadas, falso compromisso, pequenas desculpas, ressentimentos ocultos e o colapso lento que começa muito antes de o fracasso se tornar oficial.
Este não é um livro de negócios sobre táticas. É um relato de memórias incisivo e emocionalmente inteligente sobre ambição, confiança, execução e a diferença dolorosa entre aqueles que querem o sonho e aqueles que estão dispostos a carregar o seu peso.
Alguns fracassos não começam com o colapso.
Começam com entusiasmo.
Uma mesa partilhada.
Uma cidade promissora.
Uma boa conversa confundida com alinhamento.
Uma parceria que, durante algum tempo, parece o início de um futuro.
Em "Desculpe, Estamos Fechados", Matteo DiVeronesi transforma a história de uma empresa falhada em algo mais profundo e muito mais duradouro: uma memória literária sobre ambição, confiança, carácter e o preço brutal de construir com pessoas que gostavam da ideia de ter uma empresa, mas nunca quiseram verdadeiramente trabalhar por ela.
Este é um livro sobre aqueles que se apaixonam pela imagem do empreendedorismo, pelo estatuto, pela frase dita à mesa - "tenho uma empresa", "estamos a lançar um projecto", "somos sócios" -, mas que, quando chega a hora de carregar peso, tomar decisões difíceis, sacrificar tempo, investir energia e sustentar a realidade por trás da aparência, simplesmente desaparecem.
Ao mesmo tempo íntimo e implacável, "Desculpe, Estamos Fechados" fala da distância entre parecer e ser, entre querer o reconhecimento e aceitar o sacrifício, entre brincar às empresas e construir uma de verdade. É sobre falsas parcerias, confiança mal colocada, vaidade disfarçada de ambição e a dolorosa lucidez que chega quando um homem percebe que o verdadeiro fracasso nunca foi a ideia, a cidade ou a oportunidade - mas sim as pessoas escolhidas para caminhar ao seu lado.
Parte memória, parte autópsia, "Desculpe, Estamos Fechados" é uma reflexão incisiva e profundamente humana sobre ambição, queda e aquilo que realmente separa quem apenas gosta de dizer que está a construir alguma coisa de quem está disposto a pagar o preço inteiro para o fazer.