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A Inteligência Artificial não é o maior experimento da humanidade.
Nós somos.
Durante décadas, a tecnologia ampliou nossa força, nossa memória e nossa capacidade de produzir.
Agora ela começou a ampliar algo muito mais perigoso:
Nossa capacidade de decidir sem compreender.
Depois de mais de 20 anos trabalhando como desenvolvedor e arquiteto de software, participando da transformação digital de empresas públicas e privadas, Altair Santos percebeu que a maior revolução da Inteligência Artificial não está acontecendo dentro dos computadores.
Ela está acontecendo dentro das pessoas.
Estamos escrevendo mais rápido.
Produzindo mais.
Criando mais.
Decidindo mais.
Mas existe uma pergunta que quase ninguém está fazendo:
O que acontece quando nos tornamos incapazes de continuar sem a Inteligência Artificial?
E se um dia o Copilot simplesmente desaparecer?
Quem compreenderá o código que ele ajudou a escrever?
Quem responderá pelas decisões tomadas por algoritmos?
Quem assumirá a responsabilidade quando sistemas considerados "inteligentes" errarem?
Inspirado pelo histórico ensaio de Bill Joy - Why the Future Doesn't Need Us - e pelos alertas de pesquisadores como Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio sobre os riscos da IA avançada, RegeenIAria vai muito além da discussão sobre automação.
Este livro apresenta uma reflexão inquietante sobre a próxima grande crise da humanidade:
A possível terceirização da inteligência humana.
Ao longo desta jornada, você descobrirá conceitos provocadores como:
A dívida cognitiva: quando a superprodutividade faz equipes produzirem cada vez mais, enquanto compreendem cada vez menos.
O código órfão: sistemas que continuam funcionando, mas que ninguém consegue explicar completamente.
O risco de uma sociedade que troca pensamento por conveniência.
O futuro do trabalho em um mundo onde a IA participa da criação, da análise e da decisão.
O desafio de preservar julgamento, responsabilidade e propósito em uma era de algoritmos especializados.
Misturando engenharia de software, filosofia, história da tecnologia e experiências reais de quem viveu mais de duas décadas na linha de frente da inovação, RegeenIAria não é um livro sobre máquinas.
É um livro sobre pessoas.
Porque o maior risco da Inteligência Artificial nunca foi substituir programadores, médicos, advogados ou artistas.
O maior risco é substituir, pouco a pouco, aquilo que sempre definiu nossa humanidade:
A capacidade de compreender.
De questionar.
De imaginar.
De assumir responsabilidade pelas próprias escolhas.
No alto do K2, o ar é rarefeito. Na era da Inteligência Artificial, o pensamento crítico também pode se tornar.
A pergunta que definirá o século XXI talvez não seja:
"As máquinas conseguirão pensar como nós?"
Mas outra, muito mais desconfortável:
"Nós continuaremos pensando por nós mesmos?"
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